segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Aquecimento Global – Propostas para reduzí-lo

  1- Plantio de árvores.  Frutíferas para alimento, árvores para madeira para ser utilizada como material de construção e móveis. Em último caso, árvores de crescimento rápido, tais como as variedades de eucaliptus.  Toda ação que contribua para mais alta eficiência de suprimento de alimentos ou de materiais é positiva.

  2- Diminuição de emissão de esgoto e outros poluentes  nos rios, mares e oceanos. A conservação do equilíbrio  biológico dos oceanos e mares é essencial para produção de oxigênio, e retirada de CO2 da atmosfera.  O plâncton dos oceanos é responsável por uma parcela considerável da absorção de CO2 e produção de oxigênio da atmosfera.

  3- Substituição de combustíveis  de origem fóssil por energias alternativas: energia solar, hidroelétrica, eólica, biocombustíveis.  Utilização de bicicletas.  Caminhadas.

  4- Substituição do transporte de materiais in natura por transporte de produtos transformados, beneficiados ou acabados. É muito melhor para o meio-ambiente –há muito menos emissão de CO2- se para o suprimento de um produto no mercado consumidor, os seus componentes forem transformados o mais próximo da origem das matérias-primas.  Principalmente se o lugar próximo à origem das materias-primas utilizar uma fonte de energia mais limpa do que o lugar intermediário ou final de tranformação.

  5- Consumir menos produtos industrializados, ou pelo menos se contentar com produtos cuja produção agridam menos o meio-ambiente.

  6- Campanhas de conscientização de comportamentos positivos para o meio-ambiente. 

  7- Substituição de plástico por madeira para a confecção de objetos.

  8- Utilização das correntes e ventos oceânicos para transporte, com planejamento logístico mais sofisticado.

  9- Acordos e tratados internacionais  para implementação de medidas saneadoras do meio-ambiente.

  10- Reciclagem de materiais.

PS:  As ações acima são recomendadas sob a hipótese de que haja aquecimento global, e que o aquecimento seja ruim.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Livro : O Novo Estado Industrial, John Kenneth Galbraith.

Excelente livro de Economia, do renomado economista canadense, naturalizado americano, de origem escocesa, John Kenneth Galbraith.

Conceitos principais:

   tecnoestrutura: é o grupo de especialistas, engenheiros, matemáticos, estatísticos, contabilistas, administradores,dentre outros, dentro de uma empresa que fazem-na funcionar, em todas as suas principais funções, planejamento de produção, pesquisa e desenvolvimento, marketing, vendas, investimentos, setor jurídico, etc. Wiki entrada por mim na Wikipedia.

    sistema de planejamento: é a parte da economia dominada pelas grandes empresas. Wiki entrada por mim na Wikipedia.

Idéias principais. Resumo:

    As grandes empresas ou companhias, a partir das primeiras décadas do século XX, deixaram de ser comandadas por empresários para serem comandadas pelas chamadas tecnoestruturas. Exemplos dados: Ford, General Motors,  General Electric, Lockheed, Boeing.  A tecnoestrutura normalmente não possui quantidades significativas de ações. São assalariados. Os controladores da grande empresa,  grupo de acionistas majoritários ou que conseguem  o percentual suficiente para o controle, normalmente não tem poder decisório administrativo, o qual pertence à tecnoestrutura, que trabalha para produzir lucros para os controladores.

    O sistema de planejamento domina o mercado. Impõe o que deve ser produzido, a quantidade a ser produzida, e a que preço deve ser vendida. Para criar o mercado utilizam intensamente de meios de persuasão pelas mídia, as campanhas publicitárias.

    O sistema de planejamento atua junto com o governo, ora fornecendo produtos e serviços, ora recebendo investimentos para pesquisa e desenvolvimento, ora recebendo especialistas egressos das instituições de ensino públicas.

    O sistema de planejamento, o Estado e as instituições de ensino e pesquisa compartilham objetivos e valores comuns. Todos acabam por se beneficiar da interação recíproca.

    Necessidade e importância das artes e ciências humanas para a sociedade, em contraposição às ciências voltadas somene para a produção de bens e serviços.

    Sistemas de planejamento existem tanto em sociedades capitalistas como socialistas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sistema de Planejamento

      Sistema de planejamento é a parte da economia dominado pelas grandes empresas. As grandes empresas, ao contrário das pequenas empresas, sujeitas às leis de mercado, por meio de planejamento dentro de suas tecnoestruturas, passam a determinar o que deve ser produzido, em que quantidade e a que preço, para conseguir a estabilidade de que necessitam, devido à elevada quantidade de capital,  tempo e tecnologia normalmente investidos. Este conceito é definido por John Kenneth Galbraith, no seu livro “O Novo Estado Industrial”.

     As grandes empresas, o poder econômico, agem coordenadamente com o Governo, o poder político, com o objetivo de controlar o mercado, tanto o preço como a demanda de certos produtos ou serviços.  O sistema de planejamento impõe ao mercado, e ao consumidor, em muitos casos, o que este deve comprar e em que quantidade

   Grandes empresas e governo agem coordenadamente numa feliz confluência de interesses e ações. O governo entra com gastos públicos que revertem em contratações de grandes empresas, que se beneficiam dessa relação, ao mesmo tempo que executa ações, que exigem elevado aporte de capital, tecnologia e planejamento, que interessam ao governo.  Incluem-se nos gastos públicos o financiamento da preparação de gente treinada e educada em universidades e institutos de pesquisa públicos, além de investimentos em pesquisas, tanto nas entidades de ensino como diretamente em empresas, e armamentos militares. 

Isso vale nos Estados Unidos, país estudado por J.K. Galbraith, onde existem grandes expresas típicas de alta tecnologia dirigidas por tecnoestruturas altamente qualificadas, e universidades de primeira linha.

Qual o resultado da ação do sistema de planejamento? Estabilidade de preços, racionalização do trabalho (diminuição do trabalho penoso), produtividade mais alta do trabalho, automatização dos processos industriais, ampliação da classe dos intelectuais, engenheiros, técnicos, especialistas,  ampliação das universidades, aumento da importância do marketing e dos meios de convencimento das massas.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Tecnoestrutura

Tecnoestrutura é um termo usado pelo economista John Kenneth Galbraith no seu livro “O Novo Estado Industrial”. Refere-se a uma nova classe, de funcionários de grandes empresas, que surgiu no século XX, e que foi se fortalecendo e tomando o poder nessas empresas. Os empresários típicos do começo do século XX foram sendo substituído por tecnoestruturas, pelas exigências das altas tecnologias integrados aos produtos, processos de fabricação, distribuição e  vendas. 

O que é exatamente uma tecnoestrutura?

Uma tecnoestrutura é um grupo organizado e coordenado de especialistas  (engenheiros, matemáticos, contabilistas, administradores, designers, economistas, projetistas, analistas, etc) que fazem a empresa funcionar bem e prosperar. São esses especialistas que entendem como a empresa funciona, desenvolvem novos produtos, aprimoram processos de fabricação, planejam a atuação da empresa no mercado, administram as finanças, elaboram as estratégias necessárias ao bom desempenho da empresa, definem as logísticas da empresa, o marketing e vendas. É a tecnoestrutura que elabora os relatórios ténicos, que decide quais são as medidas mais adequadas à empresa, e  sugerem-nas aos administradores burocráticos, normalmente não especializados, ligados aos controladores da empresa. Tecnoestrutura surge principalmente nas grandes empresas,  quando a sobrevivência da empresa depende de tecnologia avançada, planejamento complexo e organização sofisticada.

Exemplo de empresas em que surgiram tecnoestruturas:  Ford, General Motors, General Electric.

O aparecimentto de tecnoestrutura ocorre em empresas capitalistas e em empresas socialistas.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Como cozinhar macarrão: sem sal

Para prejudicar o mínimo possível a Natureza (meio  ambiente), deve-se abster de adicionar sal à água na panela quando da cocção de macarrão. O sal deve ser adicionado ao molho do macarrão.

Para se cozinhar macarrão, muitas pessoas adicionam sal à água de cocção de macarrão, água esta que é jogada fora. Como resultado, há desperdício de sal e energia, pois gasta-se muita energia para se transportar o sal, e prejuízo ao meio ambiente, pois o sal altera o grau de salinidade da água dos rios e lagos.

Em números: Se cada pessoa no Brasil desperdiçar um quilo de sal por ano na cocção de macarrão, em um ano ter-se-á desperdiçado 190.000.000 de quilos, ou 19000 caminhões carregando 10t (dez toneladas cada). Um quilo de sal por pessoa por ano é um número plausível, pois há 52 semanas em um ano (1 ano = 365 dias = (52 x 7 +1) dias), e pode-se imaginar uma frequência média de macarrão feito uma vez por semana.

Portanto, cozinhe macarrão sem sal.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Brasileiros de origem predominante européia são geneticamente celtas

Os brasileiros geneticamente são mais próximos dos portugueses, dentre as raças européias, que são, como povo,  predominantemente de origem celta (haplogrupo R1b ~ 70%) , com alguma presença nórdica (haplogrupo I ~ 15%) e báltica (grega antiga) (haplogrupo E3b ~ 10%), e com alguns resquícios semíticos (haplogrupos J1 e J2 ~ 5%), números que variam conforme a região. A origem celta é atestada pela forte presença em Portugal do haplogroupo R1b, definido pelo tipo de cromossomo Y, chegando a 90% no norte da antiga região da Galaecia.  A identificação do haplogrupo R1b com os celtas faz-se pela comparação da distribuição geográfica dos povos de origem celta (irlandeses, escoceses, galeses, bretões, galegos, portugueses, ingleses do oeste e franceses do oeste)  com as distribuições dos seus respectivos haplogrupos regionais.

As caracterizações dos tipos celta (ou atlântico), nórdico, eslavo (praticamente inexistente em Portugal), báltico e semita faz-se por teste de hipóteses, por comparação das distribuições geográficas desses povos, das distribuições dos haplogrupos, do que se conhece da História e da Arqueologia, e da  distribuição das distribuições dos haplogrupos regionais.

As distribuições de haplogrupos femininos, definidos pelo tipo de cromosomo X, são praticamente idênticos nesses países.

Os celtas são um povo de origem caucasiana, citados na Bíblia, chamados de gálatas. Chmavam-se de gauls, e de keltoi. Daí nomes como Portugal (de porto Cale), Galícia, Caledônia (nome da Escócia), Galácia (Anatólia ou Turquia), Galia (França), Galia cisalpina (norte da Itália), Galaecia (província romana que compreendia o norte de Portugal e noroeste da Espanha), gallo (língua falada na Bretanha), gaul (habitante da região Highland na Escócia). Atribui-se a eles a descoberta do ferro, e introdução de artefatos de ferro na Europa, quando da passagem da idade do bronze para a idade do ferro. Contribuíram fortemente para a formação de povos como os ibéricos e os britânicos, embora tenham dado alguma contribuição para a formação de povos em quase toda a Europa, chegando até a Rússia. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Aviões de caça e a segurança nacional

O governo está prestes a fechar acordo para aquisição de aviões de caça (jet fighters) e já manifestou sua preferência pelos aviões franceses Rafale (avions de chasse). Considerando os dados  de que disponho, concluo que esta decisão é totalmente equivocada, porque tudo indica que o Typhoon Eurofighter apresenta desempenho muito superior ao Rafale.  O modelo F-22 americano, com tecnologia stealth, é considerado por algumas fontes, com farto material na web,  como o de melhor desempenho. Esta seria aparentemente a melhor opção. 

Tem-se que se considerar que no mercado de aviões militares as informações mais importantes são secretas, o que dificulta ou até inviabiliza uma comparação honesta entre diferentes  modelos. Tem-se que considerar, por exemplo, a  computação  envolvida nas manobras, de ataque e de defesa, tanto de um  avião como de uma esquadrilha, e sua confiabilidade. Além dessas, tem-se de considerar outras variáveis inerentes à aquisição de qualquer máquina tais como preço, utilidade, facilidade de uso, disponibilidade de peças de reposição , vida útil dos materiais, tecnologia dos materiais, computacional e de sistemas de informação, possibilidade de evolução de projeto, autonomia de voo, equipamentos, armas.

Pontos que considero favoráveis ao Typhoon:

1-Sistema de radar que possibilita a detecção do inimigo antes de ser detectado, com a possibilidade de ataque antecipado.

2-Adoção como padrão por diversos países europeus e não europeus.

3-Indicícios de ser superior ao Rafale. Em batalha não interessa ser bom, interessa ser melhor do que o inimigo.

4-O modelo Rafale é francês, e a França, nossos vizinhos, possui  typhoons Eurofighters, o que automaticamente a coloca em superioridade militar aérea em relação ao Brasil. Se a compra de aviões de caça deve ser feita para garantir a segurança nacional, então, com a  compra de  aviões Rafales, não haveria  opção pior.

5-O projeto Typhoon é mais recente que o projeto Rafale. Considerando o item 4, conclui-se que a França decidiu participar do projeto Typhoon após ter desenvolvido o projeto Rafale, o que aponta para uma suposta deficiência deste. Se o modelo Rafale fosse tão adequado, que necessidade haveria da França investir seus preciosos recursos públicos no projeto Typhoon?

6- Aliança com os franceses, dependendo do tipo de aliança, pode ser insatisfatório para os interesses nacionais. É preferível fazer aliança com os britânicos. O Brasil se beneficiou muito de alianças militares com os ingleses, que remontam ao século XIV na batalha de Aljubarrota em Portugal, até a independência do Brasil e consolidação do império  no século XiX, quando a ajuda  dos  ingleses e americanos foi essencial para a manutenção da integridade territorial brasileira. Esse passado  deve ser honrado. Não se deve esquecer da nossa história. 

A opção pela compra exclusiva de aviões Rafale não resolve o problema de defesa aérea brasileira, por se tratar de aviões de engenharia obsoleta (vide item 5). Uma opção melhor seria a compra de alguns aviões Rafale e de aviões Typhoon Eurofighter. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Postagem Inicial

Este espaço é dedicado à comunicação de idéias científicas sobre Política, Economia e Direito, as três principais dimensões do conhecimento prático aplicável ao melhoramento da vida das pessoas. Religião é uma outra dimensão, tratada em meu outro blog. Arte é uma outra dimensão, que talvez fique melhor em outras telas, e em outras mídias que não sejam um blog.
Observe-se que as três dimensões, Política, Economia e Direito não são dimensões lineares a compor um plano geométrico, mas dimensões que se interpenetram a compor um objeto de geometria complexa não plana, curva, talvez de geometria variável com o tempo.
Neste espaço não vou me restringir à teoria. Pretendo analisar as ações governamentais ou particulares no campo da política, da economia e das leis. Pretendo participar da tal da democracia, em uma tentativa de produzir um País melhor para os brasileiros. Aliás esta é a mais intensa motivação para a produção deste blog, tendo em vista os acontecimentos que vivemos quase todos os dias, e que não sabemos como resolver.